domingo, 29 de setembro de 2013

Tropicaos

Árvores não tão altas,
musgo não tão verde.
pedras imperiosas.
feixes de luz por frestas de portas-folhas e lama
Pequenas subidas, alguns barrancos...

Embrenho-me
com galochas azuis e peixeira na mão
Num descaminho denso
que de qualquer forma impede.
(Digo qualquer forma, pois o fim transforma-se.)

Até agora - ainda que pensando
Arfava e sentia o ar frio em suor
e me subia a cãibra quente em bela dor.
Ah! e os zumbidos surdos que saem das frutas podres roxas, vinho e mostarda

Mas a incerteza que esse novo fim provoca me desnorteia e tenho me perdido constantemente,
Me esqueço porque continuo, durmo em cavernas escuras e daqui escrevo sob um recente luar:

de que serve essa etnografia úmida, se cada palavra revisada  é logo esquecida e essa ajuda repentina não sabe ao que veio e porque quer estar?
Para quê descrições, se afinal o que importa  é a forma, a fonte, o corpo.
De que servem correções ortográficas e interrogações ao pé das páginas
Sem comentário algum?

Continuo a escrever,
mas não pra você.

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