penso em beijo
penso em baco
mas tudo que eu vejo
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
poesia contra o gengibre
o inverno é seco
o nariz escorre
os olhos ardem
a lua é cheia
as coxas sangram
o peito incha,
mas
o coração aperta
a garganta fecha
a voz sai rouca
e as palavras se escondem
pelo papel
o nariz escorre
os olhos ardem
a lua é cheia
as coxas sangram
o peito incha,
mas
o coração aperta
a garganta fecha
a voz sai rouca
e as palavras se escondem
pelo papel
terça-feira, 21 de julho de 2015
a terra r ar
depois da dúvida "coisas interessantes X coisas legais" penso que não sei o limite entre amar ou ser o que eu não sou.
fico pensando também se existe uma "essência" do ser. quer dizer, no sentido de poder dizer: "eu sou algo/alguém desse jeito" claro que sim, mas nada é imutável.
a questão é: nada?
e depende do tempo também, não se pode mudar uma característica nossa de uma hora pra outra.
talvez seja isso. eu sempre compreendi que as ciências sociais eram algo diferente que me interessava, mas não posso querer de uma hora pra outra tornar-me uma intelectual, o trabalho é demorado...
me questiono também se eu deveria passar por essa mudança... quer dizer, será que eu deveria me mover, modificar, esforçar, pra no final ser algo que "não sou"?
eu acho que devo levar a vida mais calmamente, sem ter medo de me decepcionar, de sofrer, de mudar de ideia...
também teve a ver com essa coisa de ler muito coisas fora da faculdade achando que eu iria dar conta, sendo que eu só preciso ir com calma.. porque eu sou lerda mesmo.. mas prefiro ser eu.
fico pensando também se existe uma "essência" do ser. quer dizer, no sentido de poder dizer: "eu sou algo/alguém desse jeito" claro que sim, mas nada é imutável.
a questão é: nada?
e depende do tempo também, não se pode mudar uma característica nossa de uma hora pra outra.
talvez seja isso. eu sempre compreendi que as ciências sociais eram algo diferente que me interessava, mas não posso querer de uma hora pra outra tornar-me uma intelectual, o trabalho é demorado...
me questiono também se eu deveria passar por essa mudança... quer dizer, será que eu deveria me mover, modificar, esforçar, pra no final ser algo que "não sou"?
eu acho que devo levar a vida mais calmamente, sem ter medo de me decepcionar, de sofrer, de mudar de ideia...
também teve a ver com essa coisa de ler muito coisas fora da faculdade achando que eu iria dar conta, sendo que eu só preciso ir com calma.. porque eu sou lerda mesmo.. mas prefiro ser eu.
terça-feira, 14 de julho de 2015
cigarro pra apagar a dor
o fogo é o desejo,
a seda, um abraço
o tabaco, alguns pecados
camomila, um passado
o algodão limpa as feridas
junto com as cinzas
a fumaça leva a Deus,
e o trago, aos lábios teus.
a seda, um abraço
o tabaco, alguns pecados
camomila, um passado
o algodão limpa as feridas
junto com as cinzas
a fumaça leva a Deus,
e o trago, aos lábios teus.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
(por) sobre as cartas que não mandei
todo café
que faço fica ralo
e penso:
café ralo não é café...
hoje não nos
despimos,
de pé nos
despedimos, e
sem
pretensão de poesia.
aonde foram
os bons poetas e por que eu
preciso me
fazer ouvir nestes retalhos
ruins,
simples, vulgares?
(ou drama ou
vaidade, você diria, ou ambos..)
por que não
outro?
pra saber se
alguém sabe do que estou falando.
a única
maneira de estar e sair daqui.
de amar,
transitiva e diretamente,
a mim e a
ti.
hoje
talvez eu
devesse ter pedido um expresso...
(06/07/15)
(06/07/15)
quarta-feira, 20 de maio de 2015
20 de maio
medo. medo. medo. medo. medo. medo.
3 pessoas esfaqueadas, na Zona Sul, 300 assaltos, na Lagoa.
Todo mundo sendo assaltado, inclusive eu, que nunca tinha sido - e o cara bem disse que se eu não passasse o celular ele ia me esfaquear.
O medo invade os apartamentos do Leblon e do Jardim Botânico como nunca, e nem é preciso ler os jornais para senti-lo.
Minha mãe diz "filha, volta de taxi" e eu me pego pensando que o apocalipse - se esse for o apocalipse que tanto dizem, porque o céu continua azul- pelo menos é democrático.
Às vezes sinto meus amigos da Zona Sul perdidos como se agora não fosse mais possível não pensar sobre as coisas, na greve, nas olimpíadas, no pai da ex-amiga da escolinha que não reagiu, mas pobre coitado morreu.
Alguns ainda dizem sobre essa estranha sensação de estar incomodado e não saber o que fazer... Outros riem ao dizer que peguemos em armas...
medo. medo. medo. medo. medo. medo.
3 pessoas esfaqueadas, na Zona Sul, 300 assaltos, na Lagoa.
Todo mundo sendo assaltado, inclusive eu, que nunca tinha sido - e o cara bem disse que se eu não passasse o celular ele ia me esfaquear.
O medo invade os apartamentos do Leblon e do Jardim Botânico como nunca, e nem é preciso ler os jornais para senti-lo.
Minha mãe diz "filha, volta de taxi" e eu me pego pensando que o apocalipse - se esse for o apocalipse que tanto dizem, porque o céu continua azul- pelo menos é democrático.
Às vezes sinto meus amigos da Zona Sul perdidos como se agora não fosse mais possível não pensar sobre as coisas, na greve, nas olimpíadas, no pai da ex-amiga da escolinha que não reagiu, mas pobre coitado morreu.
Alguns ainda dizem sobre essa estranha sensação de estar incomodado e não saber o que fazer... Outros riem ao dizer que peguemos em armas...
quinta-feira, 12 de março de 2015
poema besta
depois de um ano e meio
acho que eu posso dizer
que a sensação é a mesma
desejo teus braços em volta dos
meus
que é quase como um olhar de
soslaio
- solsaio, eu te diria, soa
melhor.
não é um abraço, ou um olhar
pro lado
permito teus afagos afobados e
transbordo aquilo que mais quero
de mim
em ti
de modo controlado
a poesia é o dialeto dos sábios
e o amor
domingo, 11 de janeiro de 2015
vinte e dois
nós não voltamos.
nós ficamos.
o que acha?
fazemos a cama e esperamos
o dia.
eu te empresto um casaco,
dinheiro.
a gente se vira.
se beija de novo, se abraça, faz carinho
pelos cabelos, dizemos que somos lindos...
talvez seja melhor viver longe assim mesmo.
ninguém enche o saco, fazemos qualquer
coisa e temos certeza que amamos
porque sentimos saudades.
qualquer estranheza é dada ao
frio, ao estrangeiro, à gente.
enfim, te espero.
nós ficamos.
o que acha?
fazemos a cama e esperamos
o dia.
eu te empresto um casaco,
dinheiro.
a gente se vira.
se beija de novo, se abraça, faz carinho
pelos cabelos, dizemos que somos lindos...
talvez seja melhor viver longe assim mesmo.
ninguém enche o saco, fazemos qualquer
coisa e temos certeza que amamos
porque sentimos saudades.
qualquer estranheza é dada ao
frio, ao estrangeiro, à gente.
enfim, te espero.
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