segunda-feira, 29 de julho de 2013

adolescência transgressora

a andré (leia rápido, por favor)

subo as escadas,
e corro
ai
pra chegar no topo.

meu peito arfando,

costelas
ai
rasgando aos poucos.

miro a porta de incendios

e seu escuro abissal

me lanço com toda força

porra cadê o sol

há mais uma escada:

a pior
nessa não dá pra pensar.

ou te sigo

cega
ou desisto
- prega!

seus recém longos braços empurram a saída:

puta que pariu
como era bom fumar um beck no primeiro ano...


segunda-feira, 15 de julho de 2013

inverno

são belos os poemas
- que nada 
dizem. 

certas coisas 
nem podem 
ser ouvidas....



poesias são como segredos.

nise

minhas portas estao fechadas
meus poetas estao perdidos
meus dedos estao cansados
meus labios ja ressequidos

palavras tao desmedidas

medidas tao despalavras

te toco e me toco em todo

problema de perseguir

poemas emburacados

sobre
navios afundados
em
sonhos desesperados
a espera de um bem-querer

domingo, 14 de julho de 2013

Transbordando

dentro em mim uma bolinha de gude pequenina de vidro azul escuro esverdeado
bem como seus olhos
dentro de mim
o calor dilata e se desfaz em meu corpo inteiro.


certezas gotejam por tudo



e a sala inunda feito alice no país das maravilhas

nado, nado, nado, nado, nado - vírgula por vírgula, incansável


prefiro o nada

a me afogar em mim.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Vai e volta

O sol

arde


minhas costas


nuas


na praia


deitadas


descansam


em Foraleza


de sonhos


doces


alucinam


me.