terça-feira, 21 de julho de 2015

a terra r ar

depois da dúvida "coisas interessantes X coisas legais" penso que não sei o limite entre amar ou ser o que eu não sou.
fico pensando também se existe uma "essência" do ser. quer dizer, no sentido de poder dizer: "eu sou algo/alguém desse jeito" claro que sim, mas nada é imutável.
a questão é: nada?
e depende do tempo também, não se pode mudar uma característica nossa de uma hora pra outra.
talvez seja isso. eu sempre compreendi que as ciências sociais eram algo diferente que me interessava, mas não posso querer de uma hora pra outra tornar-me uma intelectual, o trabalho é demorado...
me questiono também se eu deveria passar por essa mudança... quer dizer, será que eu deveria me mover, modificar, esforçar, pra no final ser algo que "não sou"?
eu acho que devo levar a vida mais calmamente, sem ter medo de me decepcionar, de sofrer, de mudar de ideia...
também teve a ver com essa coisa de ler muito coisas fora da faculdade achando que eu iria dar conta, sendo que eu só preciso ir com calma.. porque eu sou lerda mesmo.. mas prefiro ser eu.

terça-feira, 14 de julho de 2015

cigarro pra apagar a dor

o fogo é o desejo,
a seda, um abraço

o tabaco, alguns pecados
camomila, um passado

o algodão limpa as feridas
junto com as cinzas

a fumaça leva a Deus,
e o trago, aos lábios teus.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

(por) sobre as cartas que não mandei


todo café que faço fica ralo
e penso: café ralo não é café...

hoje não nos despimos,
de pé nos despedimos, e
sem pretensão de poesia.

aonde foram os bons poetas e por que eu
preciso me fazer ouvir nestes retalhos
ruins, simples, vulgares?
(ou drama ou vaidade, você diria, ou ambos..)

por que não outro?
pra saber se alguém sabe do que estou falando.
a única maneira de estar e sair daqui.
de amar, transitiva e diretamente,
a mim e a ti.

hoje
talvez eu devesse ter pedido um expresso...


(06/07/15)