hm.......
que brisa é essa?
é suave seu sopro
que por mim atravessa
sinto tão bem meu corpo
num há-braço que meça!
talvez na minha infância
num colo aconchegante
quando eu era criança!
mas não é tão distante?
na hora me esqueci
não sei explicar porque
a memoria é tão louca...
preferi só sentir.
terça-feira, 28 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Menina de lá
olhinhos de preguiça
cabelos de feiticeira
pele de lua
e coração de criança!
ouvidos de beirut
e dedinhos terrosos
cabelos de feiticeira
pele de lua
e coração de criança!
ouvidos de beirut
e dedinhos terrosos
Razão Reciclável
Foi como disse: acredito em pensamentos descartáveis e pensamentos
valiosos.
Os primeiros são aqueles recorrentes, mas que não me levam a lugar algum: remoo, remoo.... e não saio do
lugar. Sinto que muitas pessoas se prendem a eles também. Volta e meia estou
com gente que sempre fala das mesmas questões com as quais se angustiam e não
percebem que aquilo só paralisa.
(Cada vez mais penso na vida como a
metáfora de uma caminhada. Clichê, talvez, mas tem sentido.)
Já os segundos também vêm de dúvidas, mas
têm resultado. Esses são lindos! Esses viram poesia! Ou pelo menos deveriam -
também tem isso... penso e sinto que em breve este blogue será mais poético.
Escrever assim curto e grosso é feio e chato. Mas um pé depois do outro. O
próximo texto-prosa-poesia é sobre o tropeço!
Vivo em conflitos, dualidades!
Um deles é a respeito da razão.
Há pouco tempo, logo depois de ler um
livro chamado A Revolução Silenciosa, estava certa de que a razão só trazia
coisas ruins para a sociedade, que a ciência gerava guerras cada vez mais
destruidoras, que drogas sintéticas faziam cada vez mais mal, entorpecentes no
geral, comidas gordurosas, televisão, academia, plástica, maquiagens.... sei
lá! Tudo isso artificial, tudo isso que mente!
Cheguei à conclusão de que a razão só
aumentava a ilusão que é viver nesse mundo - e ainda acho um pouco.
Daí hoje, na primeira aula de filosofia, o
professor disse que o pensamento não tem fim. O pensamento é infinito pra
alguns filósofos. Afinal, só sei que nada sei, então as verdades são sempre
quebráveis. E isso é lindo! Isso é a razão na sua forma mais linda... Essa é a
forma de usar a razão.
Porque também penso que não faz sentido
ter nostalgia de um tempo que já passou ou sequer nunca existiu - o tempo em
que o homem tentava viver em harmonia com o seu mundo, com amor, sem usar a
razão para o mal (mas ele sempre usou a razão! Não há como sair disso!).
Faz sentido desejá-lo! Mas só é possível alcançá-lo partindo do
que ele é hoje, de como usamos a razão hoje.
Ao mesmo tempo, penso que talvez isso seja
um papo "conservador", que a sociedade só vai melhorar com uma grande
revolução. Mas não uma revolução de "pensamento", porque o
transcende. No sentido de que a maneira que as pessoas vão começar a dar valor
e parar de praticar maldades é melhorando o lado espiritual delas.
Cara, isso faz muito sentido pra mim. Porque
mais evoluídos espiritualmente entramos em contato com as energias emanadas
pelas pessoas e natureza, é uma outra percepção da vida.
Mas ao mesmo tempo não faz, porque está muito distante. E eu sinto
que só vou chegar perto se me entregar totalmente a isso. Só vou ter experiências
transcendentais e de encontro comigo mesma e com a "verdade" se
seguir uma religião, se abdicar dos meus apegos, desejos, paixões! Mas
praticamente ninguém faz isso... Eu tenho muito medo.
Eu já penso que qualquer coisa de
diferente que eu faço já sou um pouco estranhada. Imagina isso.
Preciso transformar essa reflexão em algo
valioso, algo que me acalme.
Para algumas religiões – todas? – é só o espiritual que importa.
Estamos aqui no mundo para evoluir espiritualmente e ir para um mundo melhor e
ir subindo até O melhor. Eu gostaria de melhorar minha pessoa espiritualmente
para não ficar sempre presa aqui.
Eu preciso é ser feliz, devo fazer isso se
me trouxer bem-estar, e não como mais um dever de casa.
Devo meditar na medida em que me deixa
mais tranquila. Devo ter calma e paciência.
Será que eu deveria ao menos tentar
abdicar das coisas que tenho?
Acho que sim. Acho que eu deveria experienciar
algo do tipo para ter certeza das minhas noções.
Vou começar me livrando de tudo do meu quarto que não sou eu e ir
embora um pouco.
Agora não sei se é melhor eu viajar sozinha para a natureza ou ir para um
centro de meditação. Isso não me agrada muito, porque eu estaria envolvida com
alguma religião – estaria? - e provavelmente me deixaria com dúvidas também.
E não vou levar ninguém comigo?
Acho que tenho que sentir, sabe? De todas as possibilidades de
encontrar a verdade, essa me parece intuitivamente a mais plausível. Mas eu
ainda não senti. E isso é o que importa! O que EU SINTO.
Então vou para a natureza, porque sempre me faz bem.
O quanto antes!
E fora do Rio.
Uhu! Aí vou eu!
domingo, 26 de maio de 2013
Como nossos pais
- ou apenas uma reflexão descartável -
Por que isso?
Já começa com essa música que eu acho de uma beleza, mas não
queria achar! Afinal, pra que tentar mudar se vamos fazer o mesmo que nossos
pais?
Eu, que sempre me considerei tão diferente da minha mãe, acabei
fazendo a mesma faculdade que ela! Começa que já tenho milhões de dúvidas se é
realmente isto que quero, daí fico achando que só fiz por influência dela...
Que vou terminar e descobrir que na verdade não era isso que eu queria. Que sou
uma pessoa sem personalidade.
Isso é meio que uma viagem minha também – uma daquelas
reflexões que acabam não levando a lugar nenhum... acho que nesse blog
escreverei desse tipo também, infelizmente. Esse blog vai servir pra tirar
muitos pensamentos sem fim que ficam indo e voltando da minha mente, porque
eles vão vir e vou colocá-los aqui. Pronto. Chega. (Espero que seja simples assim!)
- Acho que isso passa por muitas questões psicológicas e
astrológicas que para entender eu deveria entrar a fundo... Será? Uma coisa tão
simples: Eu pareço com a minha mãe porque, poxa, passei tanto tempo com ela e
meu pai cuidando de mim que me influenciei!
A questão é que isso me deixa muuuito frustrada, porque
parece que eu não sou quem realmente deveria ser, alguém com vontades
INDIVIDUAIS. Mas será que isso existe? Pra sociologia não, né? Mas quem sou eu
então, se eu só sou influenciada por tudo que me cerca?
Ok. Tá vendo? Falei falei pra chegar na questão que eu sempre chego: Quem sou eu?
Por isso acabo de escolher esse assunto como DESCARTÁVEL POR ENQUANTO.
(Hm, acho que até sinto um alívio... – agora acho que poderia
iniciar outra reflexão, mas é melhor não. Às vezes a mente precisa parar,
lubrificar, pra voltar a funcionar de novo.) -
Um Blogue
Sobre este blogue: Acho importante explicar pra quem for ler - se é que haverá alguém - exatamente isso.
Não sei se as pessoas ainda leem blogues, não sei se elas ainda têm blogues, e nem sei se usam como eu! (tentei até jogar no google alguma tese sobre blogs no século xxi, mas que ridículo)
Quis apenas criar um para falar das coisas que eu penso, que não tava mais dando só num bloquinho, nem nas conversas difíceis com amigos que não entendiam muito bem...
Além de ser um incentivo a ajeitar minhas ideias que pululam... Quando se escreve vai se ajeitando.
Quando se escreve pra outros se ajeita ainda mais!
Tenho medo de não conseguir mantê-lo porque tenho tido - acho que não era assim antes - essa tendência irresponsável de abandonos... Mas tenho fé que vou mandando de pouquinho em pouquinho.
Por último é uma puta coragem de botar a cara e dizer o que "realmente" penso.
Não prometo ser genial, é algo que passa exatamente pelo que eu falei acima; e espero aos poucos ir melhorando minha escrita.
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