Reflexos
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
poesia contra o gengibre
o inverno é seco
o nariz escorre
os olhos ardem
a lua é cheia
as coxas sangram
o peito incha,
mas
o coração aperta
a garganta fecha
a voz sai rouca
e as palavras se escondem
pelo papel
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