medo. medo. medo. medo. medo. medo.
3 pessoas esfaqueadas, na Zona Sul, 300 assaltos, na Lagoa.
Todo mundo sendo assaltado, inclusive eu, que nunca tinha sido - e o cara bem disse que se eu não passasse o celular ele ia me esfaquear.
O medo invade os apartamentos do Leblon e do Jardim Botânico como nunca, e nem é preciso ler os jornais para senti-lo.
Minha mãe diz "filha, volta de taxi" e eu me pego pensando que o apocalipse - se esse for o apocalipse que tanto dizem, porque o céu continua azul- pelo menos é democrático.
Às vezes sinto meus amigos da Zona Sul perdidos como se agora não fosse mais possível não pensar sobre as coisas, na greve, nas olimpíadas, no pai da ex-amiga da escolinha que não reagiu, mas pobre coitado morreu.
Alguns ainda dizem sobre essa estranha sensação de estar incomodado e não saber o que fazer... Outros riem ao dizer que peguemos em armas...