Árvores não tão
altas,
musgo não tão verde.
pedras imperiosas.
feixes de luz por
frestas de portas-folhas e lama
Pequenas subidas,
alguns barrancos...
Embrenho-me
com galochas azuis e peixeira na mão
Num descaminho denso
que de qualquer
forma impede.
(Digo qualquer
forma, pois o fim transforma-se.)
Até agora - ainda
que pensando
Arfava e sentia o ar
frio em suor
e me subia a cãibra
quente em bela dor.
Ah! e os zumbidos
surdos que saem das frutas podres roxas, vinho e mostarda
Mas a incerteza que
esse novo fim provoca me desnorteia e tenho me perdido constantemente,
Me esqueço porque
continuo, durmo em cavernas escuras e daqui escrevo sob um recente luar:
de que serve essa
etnografia úmida, se cada palavra revisada
é logo esquecida e essa ajuda repentina não sabe ao que veio e porque
quer estar?
Para quê descrições, se afinal o que importa é a forma, a fonte, o corpo.
De que servem
correções ortográficas e interrogações ao pé das páginas
Sem comentário algum?
Continuo a escrever,
mas não pra você.
